terça-feira, 10 de abril de 2012

20: Diferentes possibilidades culturais no currículo escolar

Por muito tempo, a história do Brasil e do mundo foi contada pela perspectiva eurocêntrica. A historiografia brasileira ao longo do século XX passou a se diversificar e se enriquecer olhando com mais atenção todos os povos que compõe a nossa sociedade, bem como as classes sociais e seus aspectos próprios de identidade.

No início do governo Lula, foi decretado que a história dos povos africanos também deveria ser tratada nas escolas, ao lado da história europeia. É uma mudança de rumo importante no currículo escolar, mas que precisa de preparo.

Ao se propor estudar povos africanos, há o risco de enxergá-los de forma alienígena, isto é, conhecer suas culturas, mas não relacionar adequadamente com o Brasil ou mesmo com a formação do mundo ocidental. Sendo assim, tomá-los como povos exóticos, percebendo suas características sem contextualização.

Essa crítica é pertinente, principalmente quando se nota que a exigência no currículo escolar de história aumenta bastante sem contudo uma carga horária decente, em que muitos povos são estudados superficialmente e sem relação com o mundo e com a realidade.

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