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sábado, 29 de outubro de 2011

26: Estratégia de Projetos e Educação em Valores

Esta é uma continuação da aula anterior. Aqui, compreendemos mais especificamente como as disciplinas se subordinam ao projeto transversal e ajudam a trabalhar os valores no aluno.

Temos o exemplo da matemática no cálculo de renda per capta e outros valores econômicos, inclusive para doação de brinquedos para outras crianças. A língua portuguesa serviu para que os alunos conseguissem desenvolver histórias em que narravam a problemática do trabalho infantil e as soluções possíveis, assim como a elaboração de poemas enviados por carta para outros alunos. 

O mais importante nestes exemplos é compreender que o espírito desta atitude é fazer com que a disciplina ganhe sentido ao estar voltada para um projeto que tem relação com a realidade e com os problemas sociais, despertando nos alunos a consciência e os valores necessários para a convivência democrática e a não aceitação das injustiças.

25: Estratégia de Projetos e a Construção da Rede

Esta aula concretiza os conceitos formados durante as outras aulas da disciplina, sobre como utilizar a estratégia de projetos, demonstrando que deve envolver toda a comunidade escolar.

A equipe escolhe um tema amplo, relacionado com os valores que se quer trabalhar. A partir daí apresenta o tema aos alunos para que eles demonstrem em quais áreas têm mais interesse e os docentes devem orientar os alunos a formularem perguntas, problemáticas sobre o que mais lhes despertou curiosidade.

Neste momento, o planejamento das aulas não será mais individual e separado hermeticamente em disciplinas, mas em forma de rede, tendo como núcleo o projeto e expandindo para as áreas disciplinares, que estarão articuladas entre  si para ajudar a responder as problemáticas levantadas.

Esta é uma forma de trabalhar a transversalidade sem cair em temas superficiais e mantendo a ligação entre as disciplinas. É um modo de somar a facilidade de se dividir o conhecimento em partes disciplinares, o tal do "pensamento simplificador", só que sem perder de vista que a realidade não é disciplinar e por isso o projeto, o ponto central do estudo, não é fatiado em disciplinas, apenas as utiliza.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

22: Prática de projetos e transversalidade em sala de aula: questões de Gênero no cotidiano escolar

Esta aula é a primeira a abordar as questões de gênero na educação, o que é curioso já que o tema está no cerne da discussão de valores na sociedade.

Uma Professora que participou de alguns instantes da aula disse que homens e mulheres são iguais e por isso devem ser tratados igualmente. Concordo com a igualdade de tratamento, mas penso que existem diferenças entre os gêneros. Podemos perceber que a constituição física não é idêntica e estudos neurológicos defendem que homens e mulheres não pensam e não usam os sentidos da mesma forma.

A questão então é não negar as diferenças, mas apontar que elas não devem ser justificativa para o machismo e nem ao menos para que manter a visão sexista que a Professora critica no final da aula, sobre as filas de alunos separadas entre meninos e meninas. Estas são visões que devem ser superadas e o trabalho educacional é parte importante para formar uma sociedade em que a mulher não seja explorada ou vista como menos capaz. 

Vejo que a aula, porém, limita o tema de gênero e que poderia se expandir para pontos que estão sendo cada vez mais discutidos em todos os espaços, inclusive a escola, como a homofobia e os direitos dos homossexuais.

21: Sentimentos e afetos como tema transversal

Nesta aula, a sensibilização do aluno por meio do foco em sua dimensão afetiva é discutida como parte da estratégia de projetos.

O objetivo é fazer com que os alunos saibam lidar com seus sentimentos no âmbito dos seus valores, de modo a que compreendam seus valores e possam relacioná-los com a cidadania. Uma das formas de se chegar a isso é compreender os diversos tipos de sentimentos, como em um exemplo onde a professora problematiza a reação que os alunos dizem ter a cada sensação.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

18: Educação integral

A percepção que se pode formular sobre o funcionamento da escola mostrada em São José dos Campos sobre o seu método de educação integral permite ideias interessantes:

1. A escola inteira é um espaço de aprendizado. A noção de "aprendizagem" se expande para além das salas de aula.

2. Os alunos podem desenvolver os seus conhecimentos e habilidades levando em conta seus interesses e sua subjetividade. Eles podem escolher ateliês, oficinas e aprender em contextos totalmente diferentes da aula tradicional.

3. O corpo, a dança, o aspecto físico é integrado ao estudo. 

4. O educador faz uma mediação constante para que o aluno consiga se desenvolver adequadamente nas oficinas. Alguns educadores até mesmo ficaram surpresos com a metodologia que exige uma preparação muito maior deles, para além de suas disciplinas. Eles precisam saber fazer a ponte entre a realidade social e as suas disciplinas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

17: Pedagogia de Projetos

Este é mais um vídeo que mostra exemplos de como trabalhar a interidisciplinaridade, defendendo que o diálogo e a vontade do professor para estabelecer este tipo de pedagogia são indispensáveis.

É mostrada uma metodologia ativa, onde os alunos participam de um debate sobre a escravidão no Brasil colonial, depois conhecem de perto locais históricos e tomam iniciativas como a criação de uma história em quadrinhos.

O Professor Ulisses, com um gráfico, demonstra como este tema pode ser trabalhado no âmbito dos valores democráticos, nas demais disciplinas tradicionais, sustentando a ideia de que estas disciplinas devem se subordinar ao projeto transversal.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

14: Projetos

O Professor Nilson aponta que os projetos dão sentido à vida, traçam rumos para a ação.

Três aspectos são bem importantes:

1. O projeto pressupõe riscos, necessita de planejamento e de metas. É preciso organizar e pensar a ação para minimizar os riscos, porém, se não há qualquer risco, não há necessidade de um projeto.
2. A pessoa tem que estar envolvida com o projeto. Não é possível ter projeto pelo outro, assim como não é possível viver a vida do outro.
3. Existem projetos aceitáveis e aqueles não aceitáveis. Algum que envolva criminalidade, tirania, violência gratuita não podem ser aceitos por uma educação voltada para a convivência democrática.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

13: Conhecimento em rede

O Professor Nilson admite inicialmente que ninguém, declaradamente, entende que o processo de aprendizagem é como um "balde", onde o docente apenas enche o aluno com o conhecimento. Entretanto, estas noções permanecem vivas de forma sutil, como quando o professor entende alguns alunos como naturalmente limitados ou procura medir o conhecimento através de provas, como se quisesse medir a profundidade do balde.

A partir daí, critica a forma cartesiana de encadear em um caminho único o conhecimento, que toma a lógica do mais simples ao mais complexo. Este método é muito comum em sistemas apostilados ou mesmo em livros didáticos, com a dinâmica de capítulos, onde o professor advoga que o capítulo anterior é necessário para a compreensão dos seguintes.

Ao invés disso, o Professor propõe uma forma de desenvolver o conhecimento em rede, entendendo o processo não como um caminho, uma estrada, mas como um mar aberto, onde se pode rumar relacionando assuntos e temáticas que podem variar de acordo com o aluno, com as suas dimensões psicológicas - expostas na outra disciplina -  e seus interesses ou necessidades.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

10 (Univesp TV): Interdisciplinaridade e transversalidade na educação

Nesta aula, nos é apresentado um caso em que a transversalidade é aplicada de forma profunda. Uma escola nas proximidades de um rio, que é utilizado para estudo desenvolvendo valores como cooperação, cidadania, ideias ambientais.

A grande questão desta aula é que as disciplinas envolvidas, geografia, língua portuguesa e química, passam a ser um meio para desenvolver o projeto. O Professor Nilson defende esta concepção com o argumento de que, estudar, por exemplo, matemática como um fim, é coisa para quem pretende ser matemática. Para o cidadão, a matemática e outras disciplinas tradicionais fazem muito mais sentido como um meio para sua formação e de seus valores.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

9: Ciência e Educação

O Professor Luis Carlos apresenta a ciência como uma linguagem que, conforme o aluno conhece e consegue decodificar por meio de seu aprendizado escolar, pode utilizar em sua vida cotidiana, desde a leitura de um jornal, até a bula de um remédio.

A partir daí, o Professor defende que conhecer a ciência tem importância para a realidade do aluno enquanto cidadão. Instrumentalizado, ele poderá melhorar sua alimentação, ampliar o senso crítico e acrescento, levar uma vida com uma preocupação maior com a preservação ambiental, porque será esclarecido sobre como fazer isso e quais os impactos.

Esta aula tem uma grande importância por fazer uma ponte entre as ciências exatas e a cidadania. Apresenta como mesmo a matemática não é um fim em si, mas pode, como defendido em aulas anteriores, ser um meio para temas transversais.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

6: Temas Transversais em Educação

A Professora Valéria trata de dividir a inserção da transversalidade no currículo em dois paradigmas.

No primeiro, temos as disciplinas como um fim e as práticas transversais como acessório. Alguns dos exemplos citados são:

- Em atividades pontuais com temas transversais dentro de alguma disciplina. Podemos citar o exemplo de algum projeto de uma semana que algum professor resolva aplicar, sem qualquer continuidade.
- Quando os valores da cidadania já são trabalhados intrinsecamente dentro de cada disciplina. 
- No caso em que um profissional é trazido para tratar de forma externa às disciplinas de algum dos temas, como ética. Muito comum nesta categoria são as palestras, oficinas.
- Os projetos interdisciplinares, em que determinado tema é trabalhado por diversas disciplinas, sem existir o diálogo entre elas.
- Tratar de valores e ética em momentos oportunos, totalmente ocasionais sem qualquer sistematização.

Estes métodos são criticados por sua falta de planejamento entre os professores para aprofundar o tema transversal e por não romperem de fato com a disciplinarização.

A partir daí, a Professora apresenta o novo paradigma, que defende que as disciplinas devem ser um meio para se tratar, como prioridade, dos valores transversais. Estes valores devem ter relação com os problemas e a realidade de cada comunidade.

Os conteúdos tradicionais não devem ser abandonados, mas não serão mais a finalidade, e sim um meio para se atingir o fim maior, a cidadania.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

5: O conceito da transversalidade

O professor Ulisses inicia citando algo muito real, a resistência dos professores aos temas transversais. Argumentos como "o que matemática tem a ver com violência, não estou habilitado para trabalhar sobre violência, contrate alguém especializado nisso" realmente aparecem.

Então, entende-se que o tema transversal recebe esse nome porque ele atravessa transpassando todas as disciplinas tradicionais e não se encaixando, de fato, dentro de nenhuma. Deste modo, não se pode mesmo trabalhar a violência como sub-tema da matemática ou da química, mas em um projeto que leve diversas disciplinas e trabalharem o assunto por prismas diferentes.

Uma outra abordagem pertinente foi sobre a escolha do tema. É comum vermos a escolha de temas ingênuos como "Copa do Mundo", "Dia dos pais", que dificilmente conseguem estabelecer um sentido entre as disciplinas e um fim em comum. O tema escolhido deve ter como norte a melhoria de vida da sociedade e este deve ser o fim comum, que tenha ligação com a realidade dos alunos e que atravesse as disciplinas. 

Um tema sugerido pelo professor foi "Drogas", que trata de um problema real que assola a juventude em idade escolar e que tem muito mais à acrescentar do que, por exemplo, a "Copa  do Mundo", onde tradicionalmente os diversos professores passaram trabalhos bimestrais sobre o assunto, abordando o país-sede, a história das copas, as bandeiras dos participantes, as estatísticas, etc, sem qualquer reflexão.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

2: Os caminhos da interdisciplinaridade

O Professor Ulisses inicia a aula com o uma introdução ao pensamento científico nos últimos séculos. Seu enfoque é a ideia do "pensamento simplificador", que separa em três características: a disjunção, a redução e a abstração.

A Disjunção, tem o papel de separar o "todo" em "partes" para facilitar a compreensão. É uma forma de ver o "todo" por diversos pontos de vista, citando o exemplo da água sendo estudada por meio da física, da química ou da biologia.

A Redução procura simplificar o "todo" para uma "parte" que contenha aspectos que permitam deduzir ou explicar a totalidade. Esta forma de trabalhar, de acordo com o Prof. Ulisses pode causar um problema: cair em um simplismo vulgar, onde a maior parte do "todo" seja ignorada e a parte estudada seja superestimada em análises.

A Abstração é colocada como uma forma de conhecer algo sem precisar ver concretamente, através do campo abstrato, do campo matemático ou ainda do campo virtual. Neste método, há o risco de se cair em uma mera teorização que simplifica a realidade.

Na segunda metade da vídeo aula, o Prof. Ulisses se preocupa em apresentar três formas criadas para superar esse "pensamento simplificador", que embora tenha sido muito útil nos últimos séculos, de industrialização do mundo, encontra-se defasado.

O primeiro método é a transdisciplinaridade, que enfoca o estudo de temas que extrapolam as fronteiras disciplinares, formando uma nova disciplina com base em algum problema da realidade objetiva.

O segundo método é a multidisciplinaridade, quando diversas disciplinas são utilizadas para estudar determinado fenômeno, sem a necessidade, porém, de diálogo direto entre as disciplinas. Trata-se de uma espécie de soma das disciplinas, sem no entanto, mesclá-las.

Por fim, é apresentada a interdisciplinaridade, que é vista como o modelo a ser alcançado. É quando duas ou mais disciplinas estudam um fenômeno, mas que diferentemente da multidisciplinaridade, há diálogo entre elas. É necessário encontrar um projeto onde haja um planejamento comum entre as disciplinas, nesse aspecto também supera a transdisciplinaridade, porque embora busque alguma questão da realidade, não cria uma nova disciplina, mas promove um estudo concomitante de diversos aspectos disciplinares, superando também o pensamento simplificador.

Observação: a vídeo aula está com áudio muito mais baixo que as demais e esse fato dificultou a concentração.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

1: As revoluções educacionais

O autor divide a história da educação em três momentos, que são tratados como "três revoluções educacionais".

Na primeira revolução educacional, iniciada com as primeiras civilizações, o ensino é ministrado individualmente aos aristocratas, príncipes, visando prepará-los para o exercício de seus cargos. Embora não seja citado, um caso muito conhecido é de Aristóteles com Alexandre da Macedônia. 

A partir do início de meados do século XVIII, no contexto da consolidação dos Estados nacionais europeus, surge a ideia de educação pública. Entretanto, é voltada para uma elite homogênea, normalmente masculina. É apresentada uma imagem que ilustra o período, com um professor em uma sala com aproximadamente doze alunos, em um ambiente claramente hierarquizado, vertical, onde o docente transmite o conhecimento sem que o aluno tenha voz ativa. É um sistema onde não importa a vivência dos alunos e sim o conteúdo trazido para o professor que deve ser instrumento de homogenização das ideias e dos pensamentos de toda a classe.

Com a democratização da sociedade, na primeira metade do século XX na Europa e em diferentes momentos nas diversas áreas do mundo, o direito a educação vai se universalizando e é aí que a aula sugere uma problematização: aponta que muitos elementos da segunda revolução educacional permanecem vivos e seguem sendo referência para os atuais docentes e gestores da educação. Cabe então reinventar o sistema educacional para que ele esteja à altura de uma sociedade realmente democrática.

O professor Ulisses não aponta a resposta definitiva para o questionamento. De fato, é algo que não há ainda uma solução, talvez existam diversas soluções para cada contexto e esse tem sido o objeto de algumas das discussões nas aulas presenciais.