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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

28: Depressão na infância e adolescência

Os sintomas da depressão nas primeiras fases da vida são perceptíveis mesmo sem um profissional da psicologia. O próprio professor pode notar comportamentos e posturas que podem indicar esse problema e, com o apoio da equipe escolar, encaminhar para o tratamento.

É preciso notar que a depressão tem peso negativo tanto nas relações pessoais do indivíduo, como no rendimento acadêmico e, por isso é necessário que haja um acompanhamento por parte da equipe docente e do psicólogo da escola. Em alguns casos, mesmo profissionais como inspetores devem dispensar atenção ao caso, já que este profissional está mais próximo dos alunos no momento de lazer que é o intervalo.

Registro que a exposição dos sintomas da depressão na infância e adolescência nesta aula foi muito valiosa e me levou a uma reflexão sobre como este tema não pode ser negligenciado. Não é correto manter a carga de pressão ao jovem como se ele fosse um adulto. 

Na educação é necessário refletir a todo momento se aquela estratégia educacional está surtindo algum tipo de efeito e, no caso de um jovem em depressão, se não há um trabalho psicológico que o motive e o recupere, é bastante questionável se aulas terão impacto positivo neste aluno, independente da didática adotada.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

27: Stress e ansiedade na infância e na adolescência

Esta aula trata de um tema que a escola não pode se omitir e precisa lidar com seus aspectos negativos e também positivos.

O stress, mesmo na infância, pode romper os limites da moderação e se tornar uma fonte de sensações ruins como medo, depressão e raiva. A ansiedade pode levar a comportamentos compulsivos, violentos ao choro. 

O aspecto positivo, por outro lado, é a maturidade adquirida. Estar ansioso para uma atividade difícil e desafiadora pode levar a criança a se preparar mais seriamente. O stress, moderado, pode ser administrado de modo que a criança consiga lidar com pressões e se torne mais forte em sua personalidade.

O papel da escola deve ser de tratar dos excessos, que levam às consequências negativas e de fornecer o apoio para a criança e o adolescente. Interessante também é a escola propor atividades relaxantes, em grupo. Talvez uma momento de música calma na educação infantil ou uma atividade sem pressão, que envolva lazer artístico no ensino fundamental e médio. 

É pertinente ressaltar que muitos dos bons resultados artísticos acontecem quando os participantes estão desenvolvendo suas capacidades com prazer, sem a pressão do resultado.

Estas atividades devem ser intercaladas com aquelas ordinárias da vida acadêmica, onde situações desafiadoras devem explorar as potencialidades do aluno. Não há, porém, um nível seguro para lidar com o emocional e portanto, há uma necessidade de a escola manter uma frente de apoio psicológico bem preparada e posicionada.

24: Mídia e comportamento

A aula apresenta um ponto de vista conservador à respeito da mídia e sua influência comportamental. Na verdade, alguns de seus argumentos me parecem contraditórios ou mesmo frágeis.

1 - Ao tratar da aparição de conceitos de sexualidade na mídia, está posto que, enquanto a mídia faz referência ao sexo, ela cada vez mais substitui os pais na educação sexual. Penso que, aqui, não cabe censurar a mídia, mas conscientizar os pais e a escola a tratarem do tema.

Em outras aulas, com assuntos também polêmicos, como drogas, sempre se defende que se transmita informações verdadeiras, conscientizando o jovem. Penso que, se este adolescente, no momento da educação sexual, já tiver pré-requisitos de informação, não há problema. Ou será que a mídia só deve tratar de temas fantasiosos?

2 - A televisão e seus complementos, como videogame e música (MTV, por exemplo), são apresentados sob a forma de distrações que fazem a criança e o adolescente gastarem menos energia. No entanto, a música conduz ao interesse pela dança e os videogames atuais exigem enorme esforço físico, como o sistema Kinect do XBox e o Nintendo Wii.

3 - A mídia faz referência à violência, sem apresentá-la como risco, foi o que argumentou a aula. Por outro lado, uma forma de entretenimento que atrai a atenção do jovem em casa, em realidade o expõe muito menos à violência na rua. Um dos principais conceitos do nosso Curso, é que os valores se aprendem na prática e não com o jovem como espectador. Então para quê cercear o jovem como tele-espectador?

Cabe a educação escolar e familiar transmitirem valores aos jovens e não culparem a mídia e o entretenimento. Chega a ser confuso escutar, nesta aula, que a mídia deve ser relacionada com a realidade, mas ouvir a reclamação de que a mídia mostra cenas de violência.

A aula tem um viés autoritário, que faz apologia da censura e que, na falha da educação escolar, quer encontrar na mídia um bode espiatório. 

23 : Uso de substâncias psicoativas

Por muito tempo não consegui formular uma opinião sobre o assunto, porque a forma como a sociedade vê as substâncias psicoativas se modificou ao longo da história e algumas substâncias são lícitas e de fácil acesso aos meios publicitários, enquanto outras são ilícitas e tabu em muitos lugares.

Ainda não posso dizer que estou cem por cento certo e convencido, mas algumas posições me parecem mais claras:

As drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, devem ser um tema abordado na escola. Seus efeitos devem ser discutidos com informações verdadeiras. Acontece que não é simples fazer isso, porque muitas vezes o aluno que está em um ambiente vulnerável ao uso de substâncias psicoativas não dará atenção aos previsíveis sermões de professores e diretores escolares. 

É necessário utilizar a linguagem do aluno sem a intenção de dogmatizá-lo, mas sim de conscientizar com informações e fazer com que o adolescente conheça os riscos e não caia em situação de dependência. 

O usuário de drogas não deve ser tratado com preconceito ou como alguém com problemas de caráter. É preciso que os profissionais da educação percebam que existem diversos graus de dependência, que exigem diferentes tipos de tratamento, desde a conversa e a conscientização, até o caso mais grave que envolve a psiquiatria.

Alguns alunos herdam de irmãos mais velhos, de pais a ideia de que é necessário se alterar com o álcool, para se divertir. Penso que o discurso, nesse caso, deve apontar que, o maior de idade pode beber moderadamente, mas que é perfeitamente possível se divertir sem beber ou sem fumar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

20: Bullying

Embora muito bem organizada, essa aula é muito redundante com a aula 28 do módulo anterior, portanto não há necessidade de discorrer novamente sobre os aspectos básicos do assunto e é mais valioso partir para uma reflexão sobre como este fenômeno é encarado na sociedade brasileira.

O bullying não é um fato recente, ele é histórico e decorre de um acirramento perigoso do estranhamento entre pessoas de diferentes etnias, valores culturais, religiosos ou grupos econômicos. É preciso colocar que a reação de estranhamento é normal, o choque de identidades é inevitável e ao ir para uma nova escola, a criança vai se deparar com outras com características que ela nem imaginava existir.

Paralelos históricos seriam o encontro entre europeus com povos nativos da América, Ásia e África na época das grandes navegações. Naquela época não existia a noção de democracia e de respeito e por isso, o encontro se desenvolveu com violência e dominação. Não seria isso, em grande escala, a mesma reação entre os jovens que discriminam e praticam bullying com aqueles que consideram diferentes?

A escola então tem o papel de propagar valores de respeito às diferenças e a pluralidade. Deve ensinar que é mais enriquecedor conhecer várias narrativas do que impor a sua verdade. 

Considerando que há algumas décadas não havia qualquer preocupação com o bullying por parte das autoridades e dos profissionais da educação, podemos dizer que o Brasil vem evoluindo neste aspecto. 

Tomando um exemplo muito significativo na vida do adolescente que está se descobrindo, hoje é perceptível que o jovem que não é heterossexual se sente mais à vontade para expor sua condição aos colegas, muito embora não possamos fechar os olhos para casos de violência que persistem, mas que cada vez mais são enxergados como abomináveis pelo senso comum. 

A escola, deve agora, saber separar tecnicamente o que é o bullying, para que possa tratar de casos sérios sem que se torne excessivamente tolhedora do caráter jovial e espontâneo da criança e do adolescente. O que isso quer dizer?

Brincadeiras, às vezes até de mal gosto, provocações e rivalidade provavelmente sempre existirão, claro que dependendo do teor, devem ser passíveis de advertência ou punição para não desencadear um caso de violência. No entanto, o bullying, estritamente falando, é mais complexo do que uma provocação isolada ou uma brincadeira de mal gosto.

Para ser considerado bullying, é necessário que seja praticado contra alguém indefeso, seja por fraqueza física, seja moralmente, por não ter o apoio dos outros colegas e é praticado de forma contínua, causando até um trauma ou deixando a criança complexada. Este é o caso que a escola deve tratar com a maior preocupação. Não deve o professor ser testemunha inerte e nem a direção entender que há apenas um desentendimento ou "uma briguinha" que se resolve chamando os pais e conversando uma vez.

Quando se chegar a conclusão de que se trata de bullying, o setor psico-pedagógico da escola deve entrar em ação trabalhando tanto com o lado agressor como com a vítima. Seu discurso, com o primeiro, deve ser de propagar o respeito, o sentimento de culpa e conscientização e com o segundo, trabalhar sua auto-estima, sua confiança.

Não acredito em soluções artificiais tão comuns como obrigar o agressor a pedir desculpas, independente de sua vontade, ou de forçar a situação, obrigando agressor e vítima a fazerem atividades no mesmo grupo ou dupla. É uma atitude inconsequente, que pode tanto dar certo, quanto acirrar ainda mais o estranhamento e levar a uma intensidade maior de violência.

19: Violência nas escolas

A conduta violenta na escola não deve ser vista como um fator espontâneo por parte do aluno. A maneira de combater não é pela repressão pontual. Em vez disso, devemos buscar suas causas e muitos estudos foram desenvolvidos sobre isso nas últimas décadas. Discorro aqui sobre alguns fatores que entendo serem relevantes.

1 - Os sonhos da adolescência: É preciso notar que a adolescência é um momento crítico na vida do ser humano por ser um período de mudanças e transformações. As escolhas feitas nessa época podem definir o caminho traçado para o resto da vida e percebemos que o aluno sente isso. Para muitos, é o momento culminante para as ilusões da infância - enquanto uma criança diz que quer ser jogador de futebol, astronauta, etc, um adolescente muitas vezes tem em mente que deve procurar um emprego ou pensar seriamente em um curso técnico ou superior. Por outro lado, é um momento de sonhos e ambições reais, quando o dinheiro e a sexualidade começam a pesar mais e estes são aspectos que levam a um senso de competição muito grande.

Nm todos terão acesso ao dinheiro, qualidade de vida ou mesmo a perspectiva de futuro de um estudante universitário. Desta forma, o aluno que começa a ser excluído desde o ensino médio dos caminhos mais desejados, esta na faixa de risco, daqueles mais propensos a cair no mundo da marginalidade e da violência.

O prestígio que aquele jovem não consegue por meio dos estudos - e aí não cabe só sua capacidade cognitiva, mas a estrutura da família, condições sociais , etc - ele compensará com valores de violência, do glamour do crime, de ser respeitado por ser temido nos arredores de onde vive. Essa análise cabe principalmente aos jovens do sexo masculino, para os quais a obtenção do respeito é importante para sua auto-afirmação.

2. Consequências da infância: A violência sofrida na infância, realizada por seus responsáveis, por uma criação autoritária, tende a criar uma mentalidade também autoritária quando aquela criança crescer. 

A violência e o comportamento mais autoritário dos pais é mais comum em famílias pobres, que estão mais propensas a se tornarem desestruturadas pelos problemas sócio-econômicos como desemprego, trabalho infantil. 

Outros fatores são muito discutíveis, como a influência da mídia ou da industria do entretenimento. Particularmente não acredito que estes fatores tenham peso no comportamento violento porque não há evidências disso, embora seja importante continuar com estudos e pesquisas na área. Além disso, acredito ser contestável a ideia, dita por conservadores, que a violência está crescendo no mundo e finalizo com um artigo do jornal Folha de São Paulo que ilustra algo que penso:


Mundo nunca foi tão pacífico, diz cientista
(Artigo extraído do jornal Folha de São Paulo, 20 de outubro de 2011)

Livro de psicólogo evolucionista afirma que todas as formas de violência, inclusive o terrorismo, estão em queda

Homicídios, guerras e crueldade com animais também estão em queda e isso ocorre desde o século 16, segundo obra 

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Faz pelo menos 500 anos que o mundo está se tornando um lugar cada vez mais seguro para se viver, e a raça humana nunca foi tão pouco violenta. Ataques terroristas e guerras civis são meros soluços estatísticos numa paz que nossos ancestrais achariam quase impensável.
Duro de engolir, certo? Pois os números reunidos por Steven Pinker, 57, psicólogo evolucionista da Universidade Harvard, são difíceis de refutar. Todas as formas de violência estão em declínio, das guerras à crueldade com animais, e em alguns casos a queda já dura séculos, diz ele.

Pinker, pop star científico que aprecia os temas polêmicos, apresenta um resumo de seus argumentos em artigo de opinião na edição de hoje na revista científica "Nature". São ideias tiradas de seu novo livro, "The Better Angels of Our Nature" (ainda sem edição no Brasil).

ANJO BOM

Conforme o título do livro sugere, Pinker argumenta que os "anjos bons [literalmente, melhores] da nossa natureza" estão vencendo a disputa pela alma humana.
"As histórias da Antiguidade estão cheias de conquistas gloriosas que hoje seriam classificadas como genocídios. Fulano, o Grande e Sicrano, o Grande seriam processados como criminosos de guerra", brinca o cientista. E não se trata só da Antiguidade. O registro arqueológico e os estudos sobre povos indígenas atuais mostram que esse negócio de bom selvagem não existe, diz Pinker.

Mais precisamente, esses povos cometem centenas de vezes mais homicídios do que os europeus do século 21, e cerca de 20% das pessoas nessas sociedades morrem em guerras, afirma ele. O bioantropólogo Walter Neves, especialista da USP que estuda os primeiros habitantes da América, concorda. "A guerra, seja entre caçadores-coletores, seja entre horticultores [agricultores primitivos], é crônica e endêmica", afirma ele. No caso de povos pré-históricos, "é preciso tomar um pouco de cuidado porque a agressão entre eles, como bordoadas, deixa marcas no esqueleto que a nossa muitas vezes não deixa, então é difícil fazer a comparação", diz.

BRAÇO FORTE
A primeira queda na pancadaria teria vindo com o fortalecimento dos Estados, em especial as monarquias europeias, a partir do século 16.

Com o rei abarcando o poder absoluto e os nobres (que costumavam guerrear entre si) na coleira, a violência desregrada saiu de cena, já que atrapalhava a centralização de poder e riqueza desejada pelo monarca. Segundo motivo de queda da violência, segundo Pinker: a invenção da imprensa, barateando a circulação de ideias, e o Iluminismo resultante desse processo. 

Os pensadores iluministas, com sua ênfase no debate racional e sua redescoberta das ideias democráticas, dominaram o universo intelectual europeu, debatendo todos os temas tabus e defendendo os direitos de plebeus, minorias, mulheres e até animais. O debate iluminista acabou levando ao lento porém crescente predomínio da democracia como regime de governo, o que também diminuiu guerras -é muito raro que uma democracia declare guerra contra outra. E o avanço do comércio internacional tornou os países cada vez menos interessados em guerrear por riquezas, diz ele. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

16: Sexualidade e prevenção de risco

Para haver prevenção, é preciso que ocorra conscientização, informação. O adolescente conhecerá seu corpo pelo instinto e até a fase adulta poderá realizar relações sexuais sem que ninguém o diga como se faz. No entanto, a prevenção só virá se ele souber a importância.

A aula defende, e eu concordo, que a escola ensine sobre as DST's, sobre métodos anticoncepcionais porque não é por meio destas informações que o adolescente fará sexo, devemos entender que pode até ser o contrário: o jovem não se envolverá em situações sexuais potencialmente arriscadas, como transar sem o uso da camisinha.

15 : Sexualidade na escola

Essa aula trata de como se desenvolve a sexualidade desde a infância. É um tema que tem muita relevância na vida do adolescente porque desperta com frequência sua atenção e normalmente se coloca no centro de seus desejos.

Uma parte interessante da aula mostra que na adolescência, a pessoa perde a identidade, o corpo e os pais de sua infância. As transformações no corpo geram uma instabilidade e insegurança que demandam uma auto-afirmação. A família deixa de ser o centro de sua vida social em favor dos amigos da mesma idade, com quem este jovem se identifica. É neste momento que com maior facilidade surgem as primeiras relações amorosas do indivíduo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

12: Retardo mental. Autismo

Com esta aula, percebemos que nem todos os diagnósticos de retardamento mental são iguais. Eles se dividem em graus. 

Aqueles com retardo mental leve, com algum apoio na escola, conseguem se desenvolver em sua formação e até mesmo se integrar ao mercado de trabalho e podem formar uma família. Estes possuem uma boa autonomia, conseguem manter a higiene sozinhos.

Com um retardo mental moderado, ele precisará de um apoio maior, mas conseguirá se integrar, arrumar um emprego, mas contará com estímulos favoráveis para se desenvolver.

Com o retardo mental mais grave, ele será dependente de professores, pais e familiares preparados para acolher, para tratá-lo com carinho, com estímulos favoráveis e com a consciência da família de que ele não terá autonomia para se integrar e desenvolver sozinhos.

Quanto ao autismo propriamente dito, é possível perceber a criança desde a mais tenra idade pela grande indiferença aos adultos, à voz humana, ao afeto e o interesse em atividades repetitivas, movimentos repetidos. Tem dificuldade para mudar de rotina.

Na escola, costuma se isolar e não tem motivação para brincar com as outras crianças ou se envolver em jogos sociais. Resistem a coisas novas com agressividade. 

O professor deve tratar de forma individualizada com essa criança procurando integrá-la na sala de aula ou na rotina escolar.

Minha crítica a essa aula é que diagnosticou muito bem o retardo mental e o autismo, mas não entrou de forma mais profunda sobre como lidar com essas crianças. Claro que não se esperava algo como uma receita de bolo, mas seria interessante ao menos a proposta de uma linha de ação, como ponto de partida para um debate maior. Quem trabalha em escola já conhece o autismo e os diferentes graus do retardamento, então a aula pouco trouxe de novidade, muito embora a explanação tenha sido muito bem feita e com muita clareza.

11 : Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Esta aula fornece importantes conselhos para lidar com um dos mais frequentes problemas em sala de aula, os alunos com déficit de atenção e hiperativos.

Em primeiro lugar, não cabe ao professor fazer o diagnóstico, já que não é sua área de formação, mas, uma vez que haja indícios deste transtorno, convém contactar a equipe escolar para que o aluno seja encaminhado para um profissional que possa identificar com precisão o que se passa com o jovem.

Quanto ao trabalho docente, o professor deve tomar algumas atitudes que ajudam a tratar pedagogicamente da situação, como por exemplo:

- Fazer o aluno se sentir útil. Facilmente entediável, o aluno vai se desinteressar de contextos onde ele não esteja integrado e onde tenha apenas participação passiva. É interessante dar tarefas, nem que seja apagar a lousa, buscar algo, anotar algo importante para colocar no mural da classe e etc. Pode parecer pouco, mas esse tipo de atitude realmente faz o aluno se sentir necessário.

- Elogiar boas ações e bom desempenho. Este tipo de aluno normalmente se destaca por aspectos negativos ou por más ações e se isso for sempre ressaltado pelos docentes, vai se tornar um circulo vicioso. Então é interessante demonstrar ao próprio aluno que ele também pode ser um exemplo positivo.

- Ajudar o aluno a se planejar e organizar. Monte um calendário de tarefas e atividades com o aluno em sua agenda e vá acompanhando para que ele o siga. Ao ter um cronograma claro do que fazer, o jovem terá mais chances de ganhar alguma estabilidade em seu rendimento.

Em uma estratégia de projetos, para que este aluno funcionar bem, estas três ideias acima devem ser aplicadas e o resultado pode ser muito bom, já que costumam ser alunos muito dinâmicos, que se potencializam em pedagogias ativas.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

8: Distúrbios alimentares (Anorexia e bulimia, obesidade)

Nesta aula, tomam vez os distúrbios alimentares e como eles devem ser encarados na escola. Estes problemas devem ser observados pelos professores de modo a identificar rapidamente alunos que sofrem com eles e tomar providências enquanto for tempo. 

Para facilitar, podemos dividir em dois grupos:

Anorexia e Bulimia. Podem ter causas neurológicas, psicológicas, estarem vinculadas com a ideia obsessiva da sociedade de culto à magreza ou surgirem quando da fase de transformações no corpo da criança durante a puberdade. 

Ambos são distúrbios que desregulam a alimentação do jovem, fazendo-o tomar métodos inadequados para emagrecer e formando nele a ideia constante de insatisfação com o corpo. 

A resolução dessas doenças são complicadas porque normalmente os jovens não cooperam, eles se mantém insatisfeitos com seu corpo e consideram suas "dietas" mais importantes que o tratamento. Não pensam que ao se alimentarem bem estarão se ajudando, mas sim se engordando. Assim, será necessário um acompanhamento com terapeutas, pediatras e até nutricionistas.

Obesidade. Pode ter causar genéticas, de maus hábitos alimentares, mas também fatores psicológicos, ou também o modo de vida extremamente sedentário. Normalmente os hábitos são obtidos na vivência com os pais e para que haja uma resolução de fato, é necessário que a família se reeduque. 

De forma alguma o problema da obesidade deve ser visto como uma busca pela magreza cultuada pela moda. A abordagem deve ser visando a saúde do indivíduo. Não é necessário se tornar um  modelo, mas obter costumes saudáveis na alimentação e no modo de vida. Quando o problema for de ordem psicológica, o tratamento especializado pode encontrar as causas e ajudar a criança a encontrar o caminho de sua mudança de atitude.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares

Esta aula trata das modificações no corpo da criança até a puberdade. O assunto é mais do interesse de quem trabalha com educação infantil ou quem se aprofunda em assuntos biológicos, mas é possível observar por um prisma interessante para aqueles mais versados nas ciências humanas.

As transformações físicas no indivíduo da infância até a adolescência influenciam em seu comportamento, com destaque especial para a puberdade, que se acentua no Ensino Fundamental II, em que se desenvolvem os órgãos sexuais e a virilidade no corpo masculino. Estes aspectos devem ser observados pela equipe docente que devem orientar o aluno sempre que preciso porque é uma fase de incertezas e descobertas.

A escola não deve ficar ausente de auxiliar os alunos a entenderem as mudanças que seu corpo passa e deve estar atenta ao seu comportamento, para que ele não desenvolva uma atitude agressiva.

4: Saúde do professor

Esta aula trata de doenças que podem atingir professores que estão em condições de trabalho desfavoráveis.

Uma parte da classe docente no Brasil, em especial nas escolas públicas, estão sujeitos à estresse, problemas na voz, depressão e uma excessiva irritabilidade que pode trazer doenças e sentimentos ruins de insatisfação com a vida.

A aula defende que estes professores devem procurar conversar com seus pares para buscar soluções, já que assim o professor não se sentirá sozinho. Deve também buscar ajuda clinica preventiva, aprender a usar a voz sem forçar e ainda manter-se psicologicamente harmonioso.

Considero que esta aula é apenas um paliativo. Aqueles que pegam uma carga horária excessiva na rede pública, em escolas mal organizadas e classes cheias não terão como realizar um bom trabalho sem que o governo trabalhe seriamente em mudar essa conjuntura. É claro que muitos sofrerão problemas de saúde, enquanto que muitos outros buscarão escolas com ambiente mais agradável para trabalhar.

3: Introdução: saúde na escola

O Professor Li Li Min realiza uma aula introdutória onde aponta diversos exemplos que fundamentam um mesmo argumento: que a educação tem influência na saúde e na qualidade de vida.

Muitos estudos demonstram que quanto maior o nível de educação, mais aumenta a expectativa de vida. Isto está relacionado não somente com a prevenção de doenças, mas como também com a diminuição da violência, com uma sociedade cada vez mais civilizada.

Entre os assuntos que o Professor aborda como exemplos de como a saúde pode ser trabalhada na escola estão o caso das drogas, das DST's, da educação sexual, da depressão infantil, dos efeitos do bullying, entre outros. Trabalhar temas transversais visando a saúde do indivíduo é uma necessidade pois só se pode obter uma  sociedade democrática se ela for sã e saudável.

É bom ressaltar que o Professor não aprofunda nenhum assunto, mas apenas sinaliza que serão tratados de forma separada nas próximas aulas.