A forma de trabalhar conteúdos em sala de aula, em uma pedagogia democrática, não pode ser por meio da imposição de verdades únicas.
Em história, não se deve apresentar versões e teses como se fossem fatos. Claro que existem estudos que reforçam essa ou aquela versão, mas principalmente em casos políticos como a revolução francesa ou a era Vargas, a seleção do material e do discurso do professor em sala é uma escolha com consequências políticas.
Com qual imagem trazer os jacobinos em aula? Ou enfatizar mais a tirania ou o desenvolvimento nacional durante o governo de Getúlio? São questões que mexem com os professores de história porque não existe neutralidade.
Ao selecionar uma versão para a linha condutora da disciplina, é preciso ter o cuidado de enfatizar que se trata de uma possível narrativa com viés científico, mas que não invalida outras. Deve se possível apresentar outras versões, permitir que alunos tragam material, abrir debates, fazer com que os alunos compreendam as ideias e intenções do ponto de vista de cada grupo político da época.
E para encerrar, a ideia mais importante: se a neutralidade não é alcançável, o vulgar maniqueísmo é perfeitamente evitável.
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