segunda-feira, 9 de abril de 2012

19: Relações etnicorraciais na escola

A escola tem papel decisivo na erradicação do racismo nas relações sociais. Hoje, o preconceito racial ao ser manifestado abertamente é criminalizado e, portanto, vem diminuindo bastante nas últimas décadas. Contudo, o assunto abordado aqui é o racismo mais sutil.

É verificável que alunos negros tendem a ter uma auto-estima mais baixa porque acabam sendo preteridos por colegas e por docentes. 

O modelo normativo da nossa sociedade é o indivíduo branco, heterossexual, estudioso e de família estruturada. Consideremos que a sexualidade pode ser ocultada, a condição de sucesso nos estudos pode ser alcançável por qualquer aluno e a estruturação da família nem sempre reflete de forma tão resplandescente no rendimento do aluno. No entanto, a cor da pele não se esconde, não se muda e não se escolhe.

Historicamente, negros libertos pela escravidão procuravam se branquear para se livrar da condição de inferioridade que se sentiam ao viver em meio aos brancos. Nos últimos trinta anos, entretanto, passaram a desenvolver uma cultura de orgulho negro, ora com traços agressivos, como os raps com letras mais pesadas, e ora exaltando valores do samba ou das influências africanas.

No Brasil, ocorre, inclusive, a influência dos negros brasileiros pelos norte-americanos, o estilo "black" de música, estética e moral, da ostentação dos grandes cordões de ouro e prata, da libido forte, das gangues e da força física. 

O cerne de toda essa construção da identidade é a recuperação da auto-estima, a formação de uma cultura própria dentro da sociedade onde o negro tem uma posição, e esta não é a de subalterna aos brancos e nem pretende ser igual aos brancos - por isso toda a diferenciação desde o estilo de se vestir até o vocabulário.

Como a escola deve se posicionar? Este assunto ainda precisa de uma resposta, mas certamente não devem os educadores tolher a formação tardia da identidade pessoal dos negros. Queremos uma sociedade de iguais, mas isso começa por entender as diferenças e permitir que todos, cada qual ao seu jeito, se posicione para um patamar de igualdade nas relações.

A propaganda abaixo é verídica e demonstra o racismo em outros tempos...


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