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segunda-feira, 25 de junho de 2012

27 : O professor não pode estar só: parcerias dentro da escola

O professor não pode quedar solitário no processo de inclusão de alunos com necessidades especiais. Por mais que a educação dispense cada vez mais atenção e leve estes casos a sério, é preciso um acompanhamento.

A família precisa trabalhar junto com a escola, conhecendo bem o trabalho dos professores e passando o feedeback dos avanços daquele aluno, bem como, se solicitado, procurar médicos ou psicólogos que permitam descortinar qualquer bloqueio que possa existir na formação educacional.

A comunidade e os demais alunos também devem aceitar o aluno em inclusão e respeitar suas necessidades especiais. Cabe aos professores observar isso e facilitar a integração da criança.

28: O professor não pode estar só. O espaço interdisciplinar e com a comunidade

A equipe escolar deve dar todo o suporte para o trabalho do professor, para que este vença as dificuldades do ambiente de cada classe. Esta equipe deve articular com a comunidade as formas de atingir soluções e, por aí abrir caminhos ao professor.

Se o professor está sozinho em seu trabalho, sem o respaldo da equipe, dificilmente terá êxito em trabalhar as questões da comunidade que poderiam lhe ajudar a encontrar a melhor forma de agir com os alunos.

Por outro lado, se a equipe escolar não possui eco na comunidade, não conseguirá trazer sentido ao seu projeto e se tornará estranha ao ambiente.

O êxito, então, está em planejar e articular com todas as esferas: classe, equipe escolar, comunidade.

24: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas

A noção de ensino e aprendizagem se modernizou com o passar do tempo e com isso, toda a organização da escola e a forma de pensar a educação especial e inclusiva.

O velho paradigma está voltado para a uniformização dos alunos, para a formação de pessoas com valores padronizados, uma concepção moral e ética para todos. A diferença se torna um problema e tudo aquilo que está fora da identidade desejada não pode ser aproveitado.

Já o novo paradigma compreende a diferenças como a construção da identidade pessoal de cada um, com foco nas liberdades e direitos individuais. A inclusão cabe neste contexto de maior tolerância. A convivência democrática e a aceitação de diferenças como deficiências sensoriais e intelectuais  passam a ser um valor importante a ser desenvolvido na escola.

23: A educação de pessoas com necessidades especiais é de fato ineficaz


A deficiência na aprendizagem em um modelo que espera pela regularidade representa uma ruptura, um problema que a escola tradicional não seria capaz de integrar.

Partindo desse pressuposto, não há razão para investir nessa criança, que não traria o retorno linear de um aluno comum.

Por outro lado, ao se investir nestes jovens, respeitando suas diferenças, é possível obter resultados interessantes. A tecnologia permite materiais em braile, uso extensivo de libras para que alunos cegos ou surdos consigam acompanhar as aulas, dentro de seu ritmo.

No entanto, alunos com dificuldades sensoriais possuem maior facilidade para se integrar do que aqueles com deficiência intelectual. 

A questão que se impõe quando se trata de alunos com deficiência intelectual é se há um ganho maior do que a socialização. Sobre isto, a  teoria da plasticidade cerebral  defende que, por meio da socialização, o cérebro do aluno pode se adaptar e suas áreas não lesadas podem se desenvolver.

terça-feira, 19 de junho de 2012

20: A complexidade no estudo dos processos desenvolvimentais humanos

O desenvolvimento do ser humano se faz no meio social. Os valores culturais são construídos em agrupamentos de pessoas, desde as eras mais remotas, quando sociedades pré-históricas adquiriam hábitos para garantir sua sobrevivência.

Desta forma, o modo como a escola trata a criança e o adolescente é crucial para influir no tipo de sociedade que se descortinará no futuro. As relações democráticas, o diálogo, a aceitação das diferenças são valores indispensáveis se queremos superar de vez o passado de ditadura e intolerância de nosso país.

É preciso também que os pais e a família em geral se conscientize em promover uma educação para que seu filho seja uma pessoa pronta para ouvir, ceder, argumentar e não seja egoísta, que entenda que vivemos em sociedade.

19: O todo pela parte

Nas relações sociais dentro da escola, um dos maiores perigos é o estigma. Considerando que os alunos estão em uma fase da vida de construção da identidade e da caracterização da identidade e da diferença, existe a possibilidade de alguns alunos serem estigmatizados pelos demais.

O caso mais provável ocorre entre alunos com necessidades especiais, por suas diferenças ao resto dos alunos serem facilmente identificáveis. No entanto, por questões culturais ou sociais, diversos tipos de alunos, que não se enquadrarem nos valores hegemônicos estão sujeitos à isso.

O conceito de estigma, aqui, significa que a pessoa passará a ser vista  sempre por aquela característica não desejável e suas tentativas de se integrar ou de mostrar outras qualidades terão dificuldade ou serão nulas.

A escola deve levar essa questão a sério, porque é indispensável para a democracia o respeito pelas minorias, por suas opiniões, por suas posições, de modo que a cultura hegemônica não se torne tirânica, criando um ambiente onde alunos precisem se dissimular ou ocultar suas opiniões para serem levados em contra.

16: Trajetórias escolares de deficientes e a EJA: a questão do fracasso escolar

Muitos alunos ainda se sentem muito discriminados e convivem com o descaso de escolas regulares. 

De um lado, algumas aprovam estes alunos sem qualquer critério, apenas para não terem que lidar com toda a burocracia de aplicar atividades diferenciadas ou de justificar a reprovação. No outro extremo, escolas que não consideram de forma alguma suas necessidades e o reprovam ano após ano.

Além disso, existem casos de isolamento dos alunos com necessidades em ambientes onde não há interação e onde a auto-estima deste aluno é mal-tratada, por notar que não pode estar com os alunos "normais".

15: Como anda a educação especial no país??

O empirismo e o método de registro e experimentação ainda são importantes quando trabalhamos com a educação, porque o processo educacional é relativamente novo em nosso país e só documentando as experiências saberemos os rumos para não caminhar em círculos.

Quando se trata com a educação especial, esse cuidado deve ser redobrado porque muitos professores não são instrumentalizados para os programas de inclusão e não estão seguros de como agir.

Neste ponto, é problemática a falta de documentação e registro nas escolas sobre como lidar como alunos com necessidades especiais e quais atitudes resultaram em maior êxito.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

12: Como vem sendo organizada a educação especial no país??

No Brasil, a educação de pessoas com necessidades especiais existe, em focos, desde o século XIX, com escolas para cegos ou para surdos. O pensamento vigente era de colocar estes alunos em ambientes separados, o que os tornava isolados do restante da sociedade.

De certo modo, embora houvesse preocupação com a educação dos jovens com necessidades especiais, havia o problema de limitá-los, por proporcionar um ensino limitado e secundarizado, em comparação com o ensino regular.

A partir das últimas décadas que se implementou a ideia de inclusão, de que integrar estes alunos à sociedade é tão importante quanto trabalhar os conteúdos escolares. O grande problema no momento é instrumentalizar docentes e gestores para lidar com estes alunos de forma adequada, ao mesmo tempo que trabalham com os demais alunos.

11: Legislações, declarações e diretrizes

A ideia de inclusão social nos sistemas de educação vem do princípio de não existir discriminação, de todos terem acesso aos direitos básicos.

Embora a qualidade da educação seja questionável, ao menos hoje existe a educação para todos, ao menos na matricula.

Cabe agora, melhorar a educação por meio do atendimento cada vez mais personalizado. As necessidades especiais de diferentes alunos exigem diferentes estratégias pela escola.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

8: Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial.

Muitos dos preconceitos que existem hoje, não resistiriam a uma reflexão com a mais elementar lógica porque os avanços da medicina, da ciência desmistificaram muitos mitos antigos. 

No entanto, não é assim que funciona a mente humana, que no seu coletivo, formando o que conhecemos por senso comum, mistura concepções antigas que sobrevivem com as novas. A contradição é um dos caprichos de todas as sociedades. 

Assim, ao mesmo tempo que preconceitos e dificuldades para a inclusão sobrevivem no sistema educacional brasileiro, temos leis e esclarecimento suficiente disponível para evitar que tais mazelas permaneçam. Sobre este processo, considero pertinente o que diz Gramsci:

"Deve-se, portanto, explicar como ocorre este fato, a saber, que em cada época coexistiam muitos sistemas e correntes de filosofia; explicar como eles nascem, com se divulgam, porque na divulgação seguem certas linhas de separação e certas direções, etc. Isto demonstra o quanto é necessário sistematizar crítica e coerentemente, as próprias intuições do mundo e da vida, fixando com exatidão o que se deve entender por 'sistema', a fim de evitar compreendê-lo em um sentido pedantesco e professoral. Mas esta elaboração deve ser feita, e somente pode ser feita, no quadro da história da filosofia, que mostra qual foi a elaboração que o pensamento sofreu no curso dos séculos e qual foi o esforço coletivo necessário para que existisse o nosso atual modo de pensar, que resume e compendia toda esta história passada, mesmo em seus erros e em suas loucuras, os quais, ademais, não obstante terem sido cometidos no passado e terem sido corrigidos, podem ainda se reproduzir no presente e exigir novamente a sua correção."¹

¹ GRAMSCI, Antonio. Concepção Dialética da História. 3° Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

7: Crianças e jovens com necessidades especiais na escola – dialética da inclusão / exclusão.

A ideia de "estar preparado" ou não para trabalhar com alunos com necessidades especiais remoem na mente de professores, coordenadores e gestores de todos os tipos de escola.

A inclusão implica em desafios que para o professor e toda equipe porque cada caso é único e a prática é mais complexa do que qualquer aprendizado teórico. Exige atitude e decisões tomadas rapidamente.

Uma questão difícil é a do aprendizado. Muitas vezes considera-se um fracasso quando o aluno com necessidades especiais não tem um desempenho no mesmo nível ou próximo aos outros. No entanto, este não é o motivo principal para a inclusão. Trata-se de um processo voltado para todos e não só para o aluno especial.

A forma com que os outros alunos, seus pais, professores, gestores aprendem a conviver e a respeitar alguém com certas necessidades é tão importante quanto o fato do aluno se sentir integrado socialmente. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

4: Ética e Saúde na escola

Nas duas últimas décadas, a inclusão e a diversidade passaram para a agenda dos governos democráticos, de modo que o sistema educacional teve que se adaptar e criar estratégias para incluir alunos com necessidades especiais.

No entanto, cabe especificar que alunos são esses, tomar critérios objetivos para definir quem é aluno, vulgarmente conhecido como "aluno de inclusão". São fatores que determinam isso:

* Deficiência auditiva;
* Deficiência visual;
* Déficit intelectual;
* Deficiência física;
* Deficiência múltipla.

Estas necessidades especiais são definidas por um laudo técnico.

3: Ética e valores na ação educativa

As grandes revoluções educacionais do passado levaram a educação formal a uma parcela cada vez maior da população, até que  esta foi universalizada. A partir daí, os desafios são outros, e o aperfeiçoamento do processo educativo está, por exemplo, em inserir aqueles que são portadores de necessidades especiais.

Observação: Absurdamente desnecessário uma aula no módulo IV retomando assuntos exaustivamente repetidos dos módulos anteriores sem trazer praticamente nada de novo, sinto que perdi tempo vendo mais do mesmo e por esse motivo, minha análise desta aula terá apenas um parágrafo.