Mostrando postagens com marcador Profissão docente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Profissão docente. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de junho de 2012

26: Professor autor

Deve o professor ser autônomo, pensante, um espírito independente e livre capaz de inspirar seus alunos. Estes, farão a leitura, não só do que o professor está dizendo, mas também do modo como se comporta, de como fala e de suas ações.

Ser atualizado ou reciclado é indispensável, alcançar a tecnologia e ter autonomia também online é importante para mostrar o quanto está relacionado com o futuro. Além disso, ferramentas da web permitem ao professor ampliar sua existência, seus traços e seus pensamentos para dentro dos lares dos alunos em diversas formas, cores e sons.

O estilo de ensinar não é uma ciência e nem uma técnica, mas uma arte, que depende da capacidade sensitiva e do instinto daquele que faz da docência sua profissão. Cabe desenvolver seu estilo usando a criatividade e a intelectualidade.

25: Professor pensador


A curiosidade é característica dos humanos. Deste modo, as pessoas aprendem sobre variados assuntos , mesmo quando não estão relacionadas com aquilo que estudam ou trabalham.

Da mesma forma, as pessoas possuem algo que pode anular essa curiosidade, que é se fechar em concepções, inclusive quando possuem conhecimento superficial.

A educação exige, dos professores e dos alunos, mente aberta para novas percepções e para sempre reciclar e construir novos conhecimentos. 

O  diálogo é uma das ferramentas mais poderosas para amplar os horizontes de forma não-linear. Assim, a organização da escola deve se formar no âmbito do debate, seja entre pessoas, seja entre os conteúdos e a realidade do aluno.

Adicionalmente, a aula deve levar em conta o imprevisto. O planejamento do professor deve se deixar alterar pelas perguntas e pela interação com os alunos. 

Deve ser também o planejamento da disciplina dialogado e obra coletiva.

O objetivo é estimular o pensamento e cabe ao professor reagir de forma ágil aos acontecimentos em sala e manter o ritmo interessante e intenso em sua disciplina.

sábado, 23 de junho de 2012

22: O professor leitor

A leitura pode ampliar a visão de mundo e abrir horizontes para a curiosidade. O professor deve ser, seja por gosto ou ao menos por necessidade, um leitor. 

Deve ler os livros que mantenham seu conhecimento atualizado, que possam sempre possibilitar que as outras pessoas tenham algo a aprender com ele, para que sua importância na vida escolar do aluno não seja somente a transmissão da matéria.

É relevante também ler as pessoas, saber captar a forma como pensa cada aluno, seus valores, símbolos e atitudes para estabelecer um canal de comunicação mais claro e direto.  

A missão é conectar os interesses e encontrar o modo pelo qual algum aspecto da sua disciplina pode se relacionar com uma perspectiva de futuro para o aluno.

terça-feira, 19 de junho de 2012

21: A complexidade da constituição docente

A satisfação de um professor depende de vários fatores e é sensato dizer que um profissional satisfeito trabalhará com mais vontade e interesse.

Claro que em toda profissão existem profissionais mais dedicados e aqueles com tendência a se acomodar. No entanto, a fama de baixos salários afasta muitas pessoas com potencial da carreira, enquanto que a possibilidade de ser funcionário público e tirar licenças, sem ter um patrão por perto, aproxima muitos oportunistas.

A remuneração deve ser mais atrativa, com planos de carreira que permitam uma meritocracia interessante do ponto de vista das pessoas mais determinadas, capaz de manter o conjunto de professores motivado com a possibilidade de aumentar seu status e suas finanças.

O professor precisa ter tempo reservado para estudar, se atualizar e deve ser cobrado por isso por meio de avaliações periódicas. Devem frequentar cursos sérios, que exijam leitura e produção acadêmica.

O tempo de lazer e descanso deve ser mais respeitado com um enxugamento da burocracia e da papelada de diários de classe, fichas e papeletas, dando espaço a sistemas automatizados.

Com estes pilares, a profissão teria muito mais cobrança, mas também perspectivas mais animadoras do que as escolas públicas atuais oferecem. Os acomodados, os lamuriosos e os arcaicos acabariam tendo que levar seu lero-lero para outra redondeza e dar espaço a quem está disposto a explorar toda sua capacidade em benefício dos milhões de alunos brasileiros.

18: A escola e as instituições culturais

O uso das instituições culturais como museus, sítios arqueológicos, pinacotecas, hemerotecas, podem ser úteis para projetos transversais que tenham metas próprias e englobem duas ou mais disciplinas.

A equipe escolar pode organizar projetos que façam os alunos irem até instituições culturais com objetivos claros para obter conhecimento, realizar pesquisas e associar com assuntos do seu cotidiano.

O objetivo desta estratégia é fazer com que os espaços culturais tenham sentido na vida do aluno, ganhem significado e sejam por ele valorizado e preservado. Além disso, a metologia científica de pesquisa é favorecida porque estes locais possuem abundância de informação que precisará ser organizada e sistematizada pelos alunos de acordo com o desenvolvimento do projeto.

17: O professor e a cidade educadora

O professor não precisa se bastar aos materiais escolares. É possível explorar o entorno da escola e mesmo toda a cidade para trabalhar diversas disciplinas. 

O importante é que ao visitar estes espaços, o professor levará experiências únicas e situações de aprendizagem que realmente podem gerar curiosidade nos alunos.

Devemos considerar também o aspecto da imprevisibilidade. Ao levar os alunos pela cidade, a aula não terá o mesmo controle que teria em sala e a interação com pessoas, locais, monumentos poderá descortinar hipóteses de trabalho que não teriam como ser calculadas previamente.

É necessário, então, que o professor esteja pronto para repensar todo o procedimento visando não perder oportunidades de experiências frutíferas e que saiba ver em cada elemento da rua exemplos e referências vivas do conteúdo que pretende trabalhar.

14: Processos de aprendizagem e implicações para a prática docente

O processo do conhecimento não é fixo e linear.  Ele é construído de forma complexa, como uma rede e envolve vários fatores, desde a preferência pessoal, o ambiente, a variedade de práticas pedagógicas.

Um desses fatores, a preferência da classe, varia de maneira surpreendente. Algumas gostam muito de alguns assuntos que outras nem ligam. Quem não trabalha com educação dificilmente intuiria que esse aspecto tem tanto peso.

O ponto mais importante é compreender que, ao menos em disciplinas humanas, não há donos do conhecimento e em avaliações bem abertas, é possível que o aluno chegue em respostas não imaginadas pelo professor, com uma argumentação formulada por seu raciocínio.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

13: A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor

O ensino de história sempre se depara com uma contestação: qual a importância de aprender fatos do passado?

De certo modo, o aluno está sendo sincero quando questiona isso. E o professor precisa prover uma resposta à altura porque embora possa usar de sua autoridade para calar o aluno, não se pode forçar ninguém a ter interesse.

Neste contexto, é preciso que o professor estude duplamente. Deve conhecer o passado, a história e ao mesmo tempo deve se manter atualizado sobre questões sociais e culturais.

É um desafio ao professor relacionar os assuntos históricos com a atualidade, mas não por meio da comparação vulgar, que acabaria criando distorções. É necessário tirar do estudo histórico, ensinamentos para a vida, sejam valores, princípios, mostrar como nasceram e amadureceram ideias políticas e filosóficas.

Convém então realizar debates, atividades em grupo, formas de gerar reflexão, demonstrando como dilemas dos humanos de mil anos atrás podem pertencer até ao nosso cotidiano. 

É importante que deve-se compreender que todos os elementos e valores culturais e morais da nossa sociedade tem origem em algum ponto da história. A partir daí, entender que mesmo os preconceitos - obstáculos à convivência democrática e civilizada - podem ser desconstruídos, já que não são naturais e eternos, mas foram inventados em sociedades do passado por algum tipo de razão política.

10: A relação entre professor e aluno

O diálogo deve prevalecer sempre na relação entre professor e aluno. Devem, antes de toda hierarquia, se tratar como seres humanos.

Cabe ao professor ser a máxima instância para garantia que as regras escolares serão cumpridas. Estas regras, no entanto, podem ser definidas juntamente com os alunos que, ao se conscientizarem de sua importância, poderão cooperar para sua aplicação.


Ter um nível de disciplina e obedecer as relações hierárquicas - que devem ter razões transparentes quando estipular regras é um meio, não deve ser nunca um fim.

Num debate, por exemplo, é necessário que todos obedeçam a regra de que só um deve falar de cada vez, para que todos sejam ouvidos e haja uma real interação entre todos. Mas o debate em si, só fará sentido porque ele ajuda cada um dos alunos - e porque não o professor, a pensar!

terça-feira, 12 de junho de 2012

9: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas

Quando a prática pedagógica se torna um fim em si mesma, ela perde a própria razão de existir. Se o objetivo do professor é fazer do aluno tão somente que ele esteja preparado para corresponder bem à sua disciplina, está prejudicando todas as outras habilidades que o aluno poderia desenvolver.

Assim, é preciso que a educação escolar não seja um fim, mas um meio para a construção do indivíduo que junto com todos os demais, irá compor a sociedade das próximas gerações.

Os alunos possuem características próprios, oriundas de experiências de vida, de suas famílias, carga genética e etc e isso faz de cada um diferente do outro. No entanto, todos são capazes de crescer muito com as práticas pedagógicas, com a relação com outros alunos, professores e funcionários. Assim, a escola deve organizar projetos variados, respeitar a individualidade, mas promover o debate, a interação de modo a preparar cada aluno para a sociedade democrática.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

6: O professor e a diversidade cultural na sala de aula

O esclarecimento é uma das maiores armas para desmanchar qualquer tipo de preconceito. O medo, a especulação causam a ideia conservadora de não aceitar a diversidade e de buscar tipos ideais de cultura e costumes.

Assim, a educação deve, com cuidado, apresentar a diversidade cultural. Disciplinas como história, geografia e artes tem papel obvio para demonstrar cientificamente uma variedade de povos. Assim como literatura, sociologia, filosofia podem abrir espaço para que os alunos conheçam a forma de pensar em diferentes culturas.

No entanto, é preciso que este projeto seja muito bem pensado para evitar que tais sociedades sejam estudadas de maneira estereotipada. Isto acontece quando se estuda um povo sem levar em conta que suas relações também são dinâmicas e mutáveis, sem entender que em toda cultura existem exceções e sem entender que em cada povo coexistem muitas culturas.

5: O papel do professor na mediação cultural

A arte, quando inserida em uma pedagogia de projetos pode promover a auto-estima do aluno. A partir do instante em que a concepção artística tem relação com a realidade dos estudantes de determinada escola, ela passa a valorizar o contexto, dando-lhe cores, poética e olhares abstratos.

Deste modo, por meio do projeto escolar, os alunos poderão criar a arte tendo a realidade como base para reflexão e a liberdade para desenvolver estilos, levando em conta na avaliação do projeto a interação entre os alunos e o diálogo entre eles que involuntariamente  conduz à reflexão.

Assim, a arte se torna uma disciplina dinâmica e um meio para participação e integração social.

terça-feira, 5 de junho de 2012

2: A ação educativa ao longo da trajetória escolar

Ao longo da educação básica, o professor tem um papel de facilitador, de guia para a criança e o adolescente, que deve desenvolver suas habilidades, mas também conscientizar acerca das regras escolares.

Com efeito, este papel é dinâmico e deve sempre ter reflexões de acordo com o desempenho e a percepção da criança sobre a escola. Assim, a escola, a forma de agir do professor e as regras escolares devem aceitar se transformar com o passar das gerações, porque o mundo muda, a sociedade ganha novos valores.

Estes conceitos soam difíceis para professores mais antigos, que costumam enxergar mudanças sempre pelo lado negativo, quando notam que seus valores não estão mais em voga, no entanto, a estes só cabe a reciclagem ou a aposentadoria, porque se não podem mais acompanhar o dinamismo do mundo, devem encerrar seu ciclo e descansar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

1: Papel do professor: instruir ou educar?

Esta questão restringe o verdadeiro poder da escola. Ao escolher apenas ou outro, está se limitando o que realmente a escola poderia realizar pelo aluno.

Eis que ao optar pela simples instrução, as aulas se tornariam uma série de conteúdos destacados da realidade, com resoluções que dependem apenas do estudo dos textos e da atenção ao que foi dito pelo professor em classe.

No entanto, ao se eleger o ato de educar, a escola teria a força de uma grande espada sem lâmina, que, com uma impressionante beleza externa, não consegue atingir e nem transformar nada. Seria ineficiente porque sem a sabedoria descortinada pela instrução, os alunos não conseguiriam formar consciência que lhes permitisse compreender a importância da educação.

O aprendizado na escola não deve ser uma série de casuísmos. As diferentes aulas devem permitir ao aluno relacionar os conteúdos com aspectos de sua vida, reforçar seu raciocínio e desenvolver sua mentalidade. Os projetos da escola devem ser desafiadores, exigindo que o aluno se instrua, mas ter sentido prático, de modo que o êxito viria quando o aluno tivesse instrução dirigida para educação.