A satisfação de um professor depende de vários fatores e é sensato dizer que um profissional satisfeito trabalhará com mais vontade e interesse.
Claro que em toda profissão existem profissionais mais dedicados e aqueles com tendência a se acomodar. No entanto, a fama de baixos salários afasta muitas pessoas com potencial da carreira, enquanto que a possibilidade de ser funcionário público e tirar licenças, sem ter um patrão por perto, aproxima muitos oportunistas.
A remuneração deve ser mais atrativa, com planos de carreira que permitam uma meritocracia interessante do ponto de vista das pessoas mais determinadas, capaz de manter o conjunto de professores motivado com a possibilidade de aumentar seu status e suas finanças.
O professor precisa ter tempo reservado para estudar, se atualizar e deve ser cobrado por isso por meio de avaliações periódicas. Devem frequentar cursos sérios, que exijam leitura e produção acadêmica.
O tempo de lazer e descanso deve ser mais respeitado com um enxugamento da burocracia e da papelada de diários de classe, fichas e papeletas, dando espaço a sistemas automatizados.
Com estes pilares, a profissão teria muito mais cobrança, mas também perspectivas mais animadoras do que as escolas públicas atuais oferecem. Os acomodados, os lamuriosos e os arcaicos acabariam tendo que levar seu lero-lero para outra redondeza e dar espaço a quem está disposto a explorar toda sua capacidade em benefício dos milhões de alunos brasileiros.
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