A aula apresenta um ponto de vista conservador à respeito da mídia e sua influência comportamental. Na verdade, alguns de seus argumentos me parecem contraditórios ou mesmo frágeis.
1 - Ao tratar da aparição de conceitos de sexualidade na mídia, está posto que, enquanto a mídia faz referência ao sexo, ela cada vez mais substitui os pais na educação sexual. Penso que, aqui, não cabe censurar a mídia, mas conscientizar os pais e a escola a tratarem do tema.
Em outras aulas, com assuntos também polêmicos, como drogas, sempre se defende que se transmita informações verdadeiras, conscientizando o jovem. Penso que, se este adolescente, no momento da educação sexual, já tiver pré-requisitos de informação, não há problema. Ou será que a mídia só deve tratar de temas fantasiosos?
2 - A televisão e seus complementos, como videogame e música (MTV, por exemplo), são apresentados sob a forma de distrações que fazem a criança e o adolescente gastarem menos energia. No entanto, a música conduz ao interesse pela dança e os videogames atuais exigem enorme esforço físico, como o sistema Kinect do XBox e o Nintendo Wii.
3 - A mídia faz referência à violência, sem apresentá-la como risco, foi o que argumentou a aula. Por outro lado, uma forma de entretenimento que atrai a atenção do jovem em casa, em realidade o expõe muito menos à violência na rua. Um dos principais conceitos do nosso Curso, é que os valores se aprendem na prática e não com o jovem como espectador. Então para quê cercear o jovem como tele-espectador?
Cabe a educação escolar e familiar transmitirem valores aos jovens e não culparem a mídia e o entretenimento. Chega a ser confuso escutar, nesta aula, que a mídia deve ser relacionada com a realidade, mas ouvir a reclamação de que a mídia mostra cenas de violência.
A aula tem um viés autoritário, que faz apologia da censura e que, na falha da educação escolar, quer encontrar na mídia um bode espiatório.
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