sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

23 : Uso de substâncias psicoativas

Por muito tempo não consegui formular uma opinião sobre o assunto, porque a forma como a sociedade vê as substâncias psicoativas se modificou ao longo da história e algumas substâncias são lícitas e de fácil acesso aos meios publicitários, enquanto outras são ilícitas e tabu em muitos lugares.

Ainda não posso dizer que estou cem por cento certo e convencido, mas algumas posições me parecem mais claras:

As drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, devem ser um tema abordado na escola. Seus efeitos devem ser discutidos com informações verdadeiras. Acontece que não é simples fazer isso, porque muitas vezes o aluno que está em um ambiente vulnerável ao uso de substâncias psicoativas não dará atenção aos previsíveis sermões de professores e diretores escolares. 

É necessário utilizar a linguagem do aluno sem a intenção de dogmatizá-lo, mas sim de conscientizar com informações e fazer com que o adolescente conheça os riscos e não caia em situação de dependência. 

O usuário de drogas não deve ser tratado com preconceito ou como alguém com problemas de caráter. É preciso que os profissionais da educação percebam que existem diversos graus de dependência, que exigem diferentes tipos de tratamento, desde a conversa e a conscientização, até o caso mais grave que envolve a psiquiatria.

Alguns alunos herdam de irmãos mais velhos, de pais a ideia de que é necessário se alterar com o álcool, para se divertir. Penso que o discurso, nesse caso, deve apontar que, o maior de idade pode beber moderadamente, mas que é perfeitamente possível se divertir sem beber ou sem fumar.

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