O autor divide a história da educação em três momentos, que são tratados como "três revoluções educacionais".
Na primeira revolução educacional, iniciada com as primeiras civilizações, o ensino é ministrado individualmente aos aristocratas, príncipes, visando prepará-los para o exercício de seus cargos. Embora não seja citado, um caso muito conhecido é de Aristóteles com Alexandre da Macedônia.
A partir do início de meados do século XVIII, no contexto da consolidação dos Estados nacionais europeus, surge a ideia de educação pública. Entretanto, é voltada para uma elite homogênea, normalmente masculina. É apresentada uma imagem que ilustra o período, com um professor em uma sala com aproximadamente doze alunos, em um ambiente claramente hierarquizado, vertical, onde o docente transmite o conhecimento sem que o aluno tenha voz ativa. É um sistema onde não importa a vivência dos alunos e sim o conteúdo trazido para o professor que deve ser instrumento de homogenização das ideias e dos pensamentos de toda a classe.
Com a democratização da sociedade, na primeira metade do século XX na Europa e em diferentes momentos nas diversas áreas do mundo, o direito a educação vai se universalizando e é aí que a aula sugere uma problematização: aponta que muitos elementos da segunda revolução educacional permanecem vivos e seguem sendo referência para os atuais docentes e gestores da educação. Cabe então reinventar o sistema educacional para que ele esteja à altura de uma sociedade realmente democrática.
O professor Ulisses não aponta a resposta definitiva para o questionamento. De fato, é algo que não há ainda uma solução, talvez existam diversas soluções para cada contexto e esse tem sido o objeto de algumas das discussões nas aulas presenciais.
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