A Professora Valéria trata de dividir a inserção da transversalidade no currículo em dois paradigmas.
No primeiro, temos as disciplinas como um fim e as práticas transversais como acessório. Alguns dos exemplos citados são:
- Em atividades pontuais com temas transversais dentro de alguma disciplina. Podemos citar o exemplo de algum projeto de uma semana que algum professor resolva aplicar, sem qualquer continuidade.
- Quando os valores da cidadania já são trabalhados intrinsecamente dentro de cada disciplina.
- No caso em que um profissional é trazido para tratar de forma externa às disciplinas de algum dos temas, como ética. Muito comum nesta categoria são as palestras, oficinas.
- Os projetos interdisciplinares, em que determinado tema é trabalhado por diversas disciplinas, sem existir o diálogo entre elas.
- Tratar de valores e ética em momentos oportunos, totalmente ocasionais sem qualquer sistematização.
Estes métodos são criticados por sua falta de planejamento entre os professores para aprofundar o tema transversal e por não romperem de fato com a disciplinarização.
A partir daí, a Professora apresenta o novo paradigma, que defende que as disciplinas devem ser um meio para se tratar, como prioridade, dos valores transversais. Estes valores devem ter relação com os problemas e a realidade de cada comunidade.
Os conteúdos tradicionais não devem ser abandonados, mas não serão mais a finalidade, e sim um meio para se atingir o fim maior, a cidadania.
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