A Escola Comunitária de Campinas tem um projeto em que os alunos podem opinar e discutir por meio de Assembleias, organizadas com regras onde o aluno aprende a esperar sua vez de falar, escutar os colegas e resolver problemas pelo diálogo.
É mostrado um exemplo onde se discute o preço dos lanches da cantina. Um incauto poderia definir que a Assembleia fracassou ao não conseguir negociar os preços com o cantineiro. Contudo, é preciso compreender que o método de trabalho democrático não mede seu êxito pelo sucesso desta ou daquela proposta e sim por semear os valores da convivência democrática entre os alunos e toda comunidade escolar.
Devemos ressaltar que no decorrer do processo que levou os alunos a conversarem com o dono da cantina, eles discutiram temas voltados para a economia, logística, matemática e puderam compreender melhor como funciona a sociedade, relacionando estes temas com a realidade, diferente do método comum da educação brasileira, onde estes assuntos seriam trabalhados fatiadamente em disciplinas.
Algo interessante que é levantado nesta aula é que a Assembleia é fruto de todo o trabalho democrático na escola. Ele coexiste com toda a estrutura escolar voltada para este paradigma. Não se pode implementar a Assembleia abruptamente em um ambiente acostumado com a educação tradicional porque ela não seria compreendida e não resolveria eventuais problemas disciplinares.
Necessário também é preparar toda a equipe docente e demais funcionários para uma realidade onde eles poderão ser contestados, ainda que educadamente, pelos alunos. É preciso que toda a comunidade, e não só os estudantes, se acostumem e compreendam o projeto da escola.
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