segunda-feira, 12 de março de 2012

3: A globalização e o impacto sobre as culturas

Considerando a escola como o espaço de formação do jovem para atuar na sociedade, isto é, para exercer a cidadania tanto quanto fazer parte do mundo do trabalho, a educação não pode ignorar a globalização e a modernidade em suas práticas.

Abre-se com isso uma encruzilhada, em que não há uma resposta indefectivelmente correta. A tomada de decisão será política, porque a escola estará entre preservar valores e costumes locais e nacionais ou adaptar-se ao que é global e dinâmico.

Essa escolha afetará aspectos como a decoração do ambiente, o estímulo ou não à competição entre alunos, as relações entre professores e alunos, a incorporação da internet na relação do aluno com a escola. 

Levando em conta as transformações que o próprio país passa desde a democratização na segunda metade da década de 80 e a adaptação às leis educacionais que visam a democracia na escola nos últimos vinte anos, a escolha ganha profundidade de abismo e ainda se complica com o fato do senso comum manter a ideia de que a escola das décadas anteriores "era melhor", olvidando é claro o quanto ela era excludente. 

Uma escola que opte pela modernização, terá, portanto, que abrir mão de muitas das práticas das escolas do passado, enfrentando a segurança que o senso comum enxerga nelas. A relação entre professor e aluno tende a ser cada vez mais acessível, principalmente com a participação da internet. Os conteúdos escolares passam a ter objetivos claros e transparentes, voltados para a prática, porque a contemporaneidade é pragmática.

Por outro lado, escolas que mantiverem estilo antiquado, sempre terão seu nicho de usuários. Aquelas que resolverem se voltar para os valores de alguma religião ou que fizerem apologia de uma educação saudosa das décadas anteriores terão seu espaço, mas ironicamente deverão agradecer pela sua sobrevivência ao ecletismo inerente ao mundo democrático e talvez, pós-moderno.

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