terça-feira, 6 de março de 2012

1: Contexto histórico dos Direitos Humanos

Historicamente, as convenções de direitos considerados inerentes à humanidade, sucedem situações de guerra, reação contra exploração e revoluções. O caso mais famoso é o da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, durante a Revolução Francesa. 

Não foi diferente com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a mais importante da atualidade, publicada em 1948, três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, que presenciou genocídios terríveis como as bombas atômicas, o holocausto e as batalhas que bombardearam cidades, matando incontáveis civis.

Entretanto, se em um processo dialético, por meio da experiência a civilização se transforma, não devemos esperar por uma nova guerra, para que os direitos que nossos ancestrais conquistaram sejam respeitados ou ampliados. Temos hoje uma arma que séculos atrás as sociedades não dispunham, que é a educação cada vez mais universalizada.

Esta educação, não pode ser, contudo, tão somente teórica. Coerente com a ideia de que a experiência transforma, o processo educativo deve levar as noções de direitos humanos por meio da vivência. Um sistema pedagógico que coloque o aluno como protagonista em projetos que utilizam a base das disciplinas, mas que o coloque em situações de tomar decisões.

É preciso que os projetos da escola, seja lá se envolvam temas como meio ambiente, cidadania e questões sociais, entenda que o meio é tão ou mais importante que os fins, na educação. Ao se defrontar com o desafio de trabalhar em grupo respeitando as diferenças, conhecendo a realidade das classes sociais de sua cidade e tendo que formar opiniões críticas sobre o que vivenciou, a educação teve êxito e aqueles alunos ganharam uma experiência que ninguém mais poderá retirar.

Se hoje temos uma resistência de parte do senso comum contra os direitos humanos, é justamente porque a educação brasileira ainda não conseguiu formar cidadãos para viver em democracia. A noção de que justiça não é vingança e de que a ditadura da maioria não é senão uma opressão contra as minorias (que as vezes não é numérica, mas é minoritária na relação de forças) demonstra que há muito que se trabalhar para que esta declaração de seis décadas e meia seja praticada com respeito no território brasileiro.

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