A aula segue o discurso do módulo anterior, em que com atividades baseadas em problemas e com metodologias ativas é possível promover o protagonismo do aluno na escola.
Alguns procedimentos são importantes para que essa estratégia funcione. A partir do grande tema trazido pela equipe docente, o aluno é quem deve construir a problematização relacionando com coisas que façam sentido na vida dele. O currículo de formação do aluno será ligado com os problemas da sua realidade, pensando na construção da sua cidadania.
O Professor Ulisses demonstra uma pesquisa feita com perguntas para um grupo de alunos que trabalhou com essa estratégia de projetos e com um grupo de alunos que seguiu com a pedagogia tradicional e percebeu que aqueles que são levados a desenvolver o senso de cidadania na prática, com metodologias ativas, possuem respostas muito mais conscientes do ponto de vista da convivência democrática, dos valores de solidariedade e justiça social.
O ponto fundamental desta aula e que é um desafio para as escolas do Brasil é fomentar uma pedagogia em que os professores tenham a ousadia de sair da sala de aula, que as equipes diretoras das escolas tenham a coragem de permitir instâncias de alunos, como grêmios e associações onde eles possam manifestar sua opinião e serem protagonistas da sua própria formação cidadã e crítica.
Valores não se aprendem com discurso, mas com vivência. Cidadania não é teórica, mas atitude. A participação do jovem como protagonista é um caminho difícil, o aluno é imaturo, por vezes inconsequente, mas tolher sua participação enquanto adolescente é criar um adulto acomodado, acostumado a não ser levado em consideração e acostumado a pensar que política é apenas um jogo de poucos, inacessível.
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