sexta-feira, 14 de outubro de 2011

17: Pedagogia de Projetos

Este é mais um vídeo que mostra exemplos de como trabalhar a interidisciplinaridade, defendendo que o diálogo e a vontade do professor para estabelecer este tipo de pedagogia são indispensáveis.

É mostrada uma metodologia ativa, onde os alunos participam de um debate sobre a escravidão no Brasil colonial, depois conhecem de perto locais históricos e tomam iniciativas como a criação de uma história em quadrinhos.

O Professor Ulisses, com um gráfico, demonstra como este tema pode ser trabalhado no âmbito dos valores democráticos, nas demais disciplinas tradicionais, sustentando a ideia de que estas disciplinas devem se subordinar ao projeto transversal.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

14: Projetos

O Professor Nilson aponta que os projetos dão sentido à vida, traçam rumos para a ação.

Três aspectos são bem importantes:

1. O projeto pressupõe riscos, necessita de planejamento e de metas. É preciso organizar e pensar a ação para minimizar os riscos, porém, se não há qualquer risco, não há necessidade de um projeto.
2. A pessoa tem que estar envolvida com o projeto. Não é possível ter projeto pelo outro, assim como não é possível viver a vida do outro.
3. Existem projetos aceitáveis e aqueles não aceitáveis. Algum que envolva criminalidade, tirania, violência gratuita não podem ser aceitos por uma educação voltada para a convivência democrática.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

13: Conhecimento em rede

O Professor Nilson admite inicialmente que ninguém, declaradamente, entende que o processo de aprendizagem é como um "balde", onde o docente apenas enche o aluno com o conhecimento. Entretanto, estas noções permanecem vivas de forma sutil, como quando o professor entende alguns alunos como naturalmente limitados ou procura medir o conhecimento através de provas, como se quisesse medir a profundidade do balde.

A partir daí, critica a forma cartesiana de encadear em um caminho único o conhecimento, que toma a lógica do mais simples ao mais complexo. Este método é muito comum em sistemas apostilados ou mesmo em livros didáticos, com a dinâmica de capítulos, onde o professor advoga que o capítulo anterior é necessário para a compreensão dos seguintes.

Ao invés disso, o Professor propõe uma forma de desenvolver o conhecimento em rede, entendendo o processo não como um caminho, uma estrada, mas como um mar aberto, onde se pode rumar relacionando assuntos e temáticas que podem variar de acordo com o aluno, com as suas dimensões psicológicas - expostas na outra disciplina -  e seus interesses ou necessidades.

16: A construção de valores e a dimensão afetiva

Nesta aula, a Professora Viviane demonstra por meio de pesquisas, a relevância de se trabalhar os sentimentos e o lado afetivo dos alunos em uma educação voltada para valores e cidadania.

É demonstrado que ao lidar com o lado afetivo, é possível provocar sentimentos que despertem a consciência daquele aluno. Notadamente, quando o aluno desenvolve culpa ou vergonha é porque algo mexeu com seus valores e ele se conscientizará de que agiu errado ou que poderia ajudar seus amigos a adotarem uma conduta positiva diante de uma situação.

Tomemos aqui, por atitude positiva, como aquela voltada para os valores da sociedade democrática e da convivência civilizada. Um desses valores, demonstrado no vídeo, é a generosidade. Em uma pesquisa, aqueles que não possuem este valor, não sentem qualquer culpa ou vergonha por não ajudar um amigo quando necessário. No entanto, quando este valor foi desenvolvido no jovem, ele sentiria culpado ou mesmo teria vergonha de adotar uma postura egoísta.

Ao adotar uma metodologia ativa em um projeto, que promova os valores democráticos, a escola deve observar também o lado afetivo e os sentimentos que os alunos manifestam em situações em que precisam tomar uma decisão, estes momentos demonstrarão quais são os seus valores e qual a sua consciência.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

15: Dimensões constitutivas do sujeito psicológico

O Professor Ulisses critica as teorias baseadas no pensamento simplificador para decifrar o comportamento humano.

Estas teorias, como apresentadas na primeira semana, tomam uma parte para explicar o todo. Como o médico que explica o pensamento humano através só do cérebro sem levar em conta a afetividade, ou outras teses que partem a partir só do afeto e do emocional, ou somente da linguagem e da leitura do mundo externo ou apenas a partir do meio cultural.

Na escola, isso resulta em equívocos simplistas para caracterizar as causas de determinado comportamento do aluno, apostando em apenas um fator sem levar em conta a complexidade. Casos mais comuns são os pais que estão se separando, ou a estrutura familiar debilitada, ou ainda a condição econômica do aluno. Claro que estes fatores podem contribuir, mas devem ser vistos em seu lugar, isto é: como uma parte que interage com um todo, que deve ser analisado meticulosamente.

10 (Univesp TV): Interdisciplinaridade e transversalidade na educação

Nesta aula, nos é apresentado um caso em que a transversalidade é aplicada de forma profunda. Uma escola nas proximidades de um rio, que é utilizado para estudo desenvolvendo valores como cooperação, cidadania, ideias ambientais.

A grande questão desta aula é que as disciplinas envolvidas, geografia, língua portuguesa e química, passam a ser um meio para desenvolver o projeto. O Professor Nilson defende esta concepção com o argumento de que, estudar, por exemplo, matemática como um fim, é coisa para quem pretende ser matemática. Para o cidadão, a matemática e outras disciplinas tradicionais fazem muito mais sentido como um meio para sua formação e de seus valores.

12: Perspectivas atuais da educação em valores

O Professor Ulisses critica concepções muito limitadas de transversalidade em que o projeto não liga a escola com a comunidade ou com o cotidiano dos estudantes.

Sua proposta é de articular a comunidade escolar e não-escolar dispostas por meio de um fórum que tenha como eixos de atuação: direitos humanos, ética, inclusão social e convivência democrática. Portanto, quatro temáticas voltadas para desenvolver positivamente as relações sociais da comunidade.

Este fórum deve discutir qual o tema exato a ser trabalhado no próximo período, que pode ser por exemplo, um semestre.

Então, o Professor argumenta que muitas vezes a problemática escolhida pode estar bem perto, no entorno da escola e a proximidade física facilita o uso de uma metodologia ativa e mesmo de aproximar o tema transversal da realidade do aluno.

Ao lidar com o tema de forma ativa e problematizá-lo, o aluno pode abrir várias questões que devem ser trabalhados nas disciplinas tradicionais. Assim, as disciplinas se tornarão um meio para potencializar o projeto, instrumentalizando os estudantes para que eles consigam aprofundar seus estudos dentro dos temas transversais.