segunda-feira, 10 de outubro de 2011

11: Perspectivas atuais das Pesquisas em Psicologia moral

A aula começa definindo do que se trata o sujeito psicológico e defende que ele se forma a partir de aspectos afetivos, biológicos, cognitivos e sócio-culturais. Com isso, cabe entender onde se desenvolvem os valores morais, no que a Professora Viviane argumenta que isso se dá no setor afetivo, ainda que este se relacione com os outros três.

A formação dos valores se daria por meio do campo afetivo porque é neste que há uma relação com o exterior onde se formam gostos e sentimentos sobre objetivos, relações ou pessoas e é justamente quando se desenvolve afetividade, que se passa a valorizar algo, isto é, aquilo pelo qual temos afetividade passa a ser um valor.

É bom lembrar que o oposto também ocorre: a criação de laços negativos, de antipatia.

A Professora Viviane passa então a aprofundar a ideia apresentada na aula 8, de que os valores são hierarquizados em nossa mente, sendo que alguns são centrais e outros mais periféricos. Assim como diversos tipos de valores podem ser formados, o de responsabilidade, de preconceito, etc.

Desta aula, cabe compreender que a escola, com o uso da transversalidade, deve construir valores democráticos nos educandos. Um projeto transversal deve trabalhar estes valores com a reflexão e com metodologias ativas, já que a afetividade não se obtém por meio de aulas meramente expositivas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

9: Ciência e Educação

O Professor Luis Carlos apresenta a ciência como uma linguagem que, conforme o aluno conhece e consegue decodificar por meio de seu aprendizado escolar, pode utilizar em sua vida cotidiana, desde a leitura de um jornal, até a bula de um remédio.

A partir daí, o Professor defende que conhecer a ciência tem importância para a realidade do aluno enquanto cidadão. Instrumentalizado, ele poderá melhorar sua alimentação, ampliar o senso crítico e acrescento, levar uma vida com uma preocupação maior com a preservação ambiental, porque será esclarecido sobre como fazer isso e quais os impactos.

Esta aula tem uma grande importância por fazer uma ponte entre as ciências exatas e a cidadania. Apresenta como mesmo a matemática não é um fim em si, mas pode, como defendido em aulas anteriores, ser um meio para temas transversais.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

8: A construção psicológica dos valores

A construção dos valores, em um âmbito psicológico está vinculada aos laços afetivos, aos gostos subjetivos sobre pessoas, objetos, relações, lugares ou a si mesmo.

O Professor Ulisses exemplifica a afirmação acima com o gosto pela escola: alguns alunos gostam da escola. Outros, por algum motivo, desgostam e por isso, em seus valores, nada há de errado em depredar ou em sujar seu espaço.

Estes valores são construídos de acordo com a formação da identidade e da personalidade e este processo vai além dos primeiros anos de vida, contrariando a ideia do senso comum de que até os 5 anos o "caráter" é construído. Na realidade, a tendência atual está em considerar o meio em que o sujeito vive como capaz de influenciar seus valores, daí o papel da escola em trabalhar valores desejados para a sociedade democrática, para a cidadania e para a ética.

6: Temas Transversais em Educação

A Professora Valéria trata de dividir a inserção da transversalidade no currículo em dois paradigmas.

No primeiro, temos as disciplinas como um fim e as práticas transversais como acessório. Alguns dos exemplos citados são:

- Em atividades pontuais com temas transversais dentro de alguma disciplina. Podemos citar o exemplo de algum projeto de uma semana que algum professor resolva aplicar, sem qualquer continuidade.
- Quando os valores da cidadania já são trabalhados intrinsecamente dentro de cada disciplina. 
- No caso em que um profissional é trazido para tratar de forma externa às disciplinas de algum dos temas, como ética. Muito comum nesta categoria são as palestras, oficinas.
- Os projetos interdisciplinares, em que determinado tema é trabalhado por diversas disciplinas, sem existir o diálogo entre elas.
- Tratar de valores e ética em momentos oportunos, totalmente ocasionais sem qualquer sistematização.

Estes métodos são criticados por sua falta de planejamento entre os professores para aprofundar o tema transversal e por não romperem de fato com a disciplinarização.

A partir daí, a Professora apresenta o novo paradigma, que defende que as disciplinas devem ser um meio para se tratar, como prioridade, dos valores transversais. Estes valores devem ter relação com os problemas e a realidade de cada comunidade.

Os conteúdos tradicionais não devem ser abandonados, mas não serão mais a finalidade, e sim um meio para se atingir o fim maior, a cidadania.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

5: O conceito da transversalidade

O professor Ulisses inicia citando algo muito real, a resistência dos professores aos temas transversais. Argumentos como "o que matemática tem a ver com violência, não estou habilitado para trabalhar sobre violência, contrate alguém especializado nisso" realmente aparecem.

Então, entende-se que o tema transversal recebe esse nome porque ele atravessa transpassando todas as disciplinas tradicionais e não se encaixando, de fato, dentro de nenhuma. Deste modo, não se pode mesmo trabalhar a violência como sub-tema da matemática ou da química, mas em um projeto que leve diversas disciplinas e trabalharem o assunto por prismas diferentes.

Uma outra abordagem pertinente foi sobre a escolha do tema. É comum vermos a escolha de temas ingênuos como "Copa do Mundo", "Dia dos pais", que dificilmente conseguem estabelecer um sentido entre as disciplinas e um fim em comum. O tema escolhido deve ter como norte a melhoria de vida da sociedade e este deve ser o fim comum, que tenha ligação com a realidade dos alunos e que atravesse as disciplinas. 

Um tema sugerido pelo professor foi "Drogas", que trata de um problema real que assola a juventude em idade escolar e que tem muito mais à acrescentar do que, por exemplo, a "Copa  do Mundo", onde tradicionalmente os diversos professores passaram trabalhos bimestrais sobre o assunto, abordando o país-sede, a história das copas, as bandeiras dos participantes, as estatísticas, etc, sem qualquer reflexão.

7: Educação e Ética

Nesta vídeo-aula, partimos da tese de que é inevitável transmitir valores quando se pratica a atividade docente. A partir daí, podemos considerar que estes valores podem ser positivos ou perversos e incidirão sobre a formação da autonomia dos alunos.

Uma passagem muito interessante diz que a ética se desenvolve na prática, são valores que se obtém no dia a dia, muito mais do que pela via teórica. E em outra passagem, a questão da ética é colocada como uma forma de guiar um comportamento aceitável para lidar com os outros, com os diferentes de maneira saudável, o que a professora coloca como a "vida boa" no conceito grego.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

2: Os caminhos da interdisciplinaridade

O Professor Ulisses inicia a aula com o uma introdução ao pensamento científico nos últimos séculos. Seu enfoque é a ideia do "pensamento simplificador", que separa em três características: a disjunção, a redução e a abstração.

A Disjunção, tem o papel de separar o "todo" em "partes" para facilitar a compreensão. É uma forma de ver o "todo" por diversos pontos de vista, citando o exemplo da água sendo estudada por meio da física, da química ou da biologia.

A Redução procura simplificar o "todo" para uma "parte" que contenha aspectos que permitam deduzir ou explicar a totalidade. Esta forma de trabalhar, de acordo com o Prof. Ulisses pode causar um problema: cair em um simplismo vulgar, onde a maior parte do "todo" seja ignorada e a parte estudada seja superestimada em análises.

A Abstração é colocada como uma forma de conhecer algo sem precisar ver concretamente, através do campo abstrato, do campo matemático ou ainda do campo virtual. Neste método, há o risco de se cair em uma mera teorização que simplifica a realidade.

Na segunda metade da vídeo aula, o Prof. Ulisses se preocupa em apresentar três formas criadas para superar esse "pensamento simplificador", que embora tenha sido muito útil nos últimos séculos, de industrialização do mundo, encontra-se defasado.

O primeiro método é a transdisciplinaridade, que enfoca o estudo de temas que extrapolam as fronteiras disciplinares, formando uma nova disciplina com base em algum problema da realidade objetiva.

O segundo método é a multidisciplinaridade, quando diversas disciplinas são utilizadas para estudar determinado fenômeno, sem a necessidade, porém, de diálogo direto entre as disciplinas. Trata-se de uma espécie de soma das disciplinas, sem no entanto, mesclá-las.

Por fim, é apresentada a interdisciplinaridade, que é vista como o modelo a ser alcançado. É quando duas ou mais disciplinas estudam um fenômeno, mas que diferentemente da multidisciplinaridade, há diálogo entre elas. É necessário encontrar um projeto onde haja um planejamento comum entre as disciplinas, nesse aspecto também supera a transdisciplinaridade, porque embora busque alguma questão da realidade, não cria uma nova disciplina, mas promove um estudo concomitante de diversos aspectos disciplinares, superando também o pensamento simplificador.

Observação: a vídeo aula está com áudio muito mais baixo que as demais e esse fato dificultou a concentração.